A Crise do Desemprego Jovem Global

Laboratório de Investimento Social

Segundo o CEO da Education for Employment (EFE), a redução de 1% da taxa de desemprego global equivale a  $72 mil milhões de riqueza produzida.

Jamie McAuliffe, o CEO da Education for Employment (EFE) – Global, numa entrevista para o World Economic Forum, fala sobre o desemprego jovem global, um problema cuja dimensão e implicações não podem ser menosprezadas.

Atualmente o desemprego afecta 75 milhões de jovens em todo o mundo. No entanto, se considerarmos aqueles que já desistiram de procurar um emprego e aqueles com empregos inferiores ao seu nível de qualificação (sub-empregados), o número ascende os 250 milhões.

Relembrar que estes jovens são futuros consumidores e contribuintes fiscais ajuda a estabelecer uma intenção de investimento e a urgência de soluções efetivas. De acordo com Jamie McAuliffe, a redução de 1% da taxa de desemprego global equivale a $72 mil milhões de riqueza produzida.

Uma das causas principais deste problema apontadas pelo especialista passa por um desencontro entre o perfil dos jovens e o perfil procurado pelas empresas (um mistmatch entre oferta e procura).

Existe uma clara falta de preocupação por parte dos sistemas educativos em ler o mercado profissional e em preparar os jovens para que dominem as capacidades mais relevantes. Para McAuliffe, o domínio de habilidades não cognitivas, os chamados soft skills, como comunicação, trabalho em equipa e apresentação, são hoje extremamente importantes para o sucesso profissional dos jovens, independentemente da área ou indústria em causa.

Como mudar? Projetos como o EFE preparam os jovens através de estágios profissionais durante os estudos, de forma a permitir aos jovens não só desenvolverem caraterísticas relevantes para o mercado como conhecerem a sua vocação e área de preferência.

Do lado a procura, McAuliffe refere-se às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) como fortes impulsionadoras do crescimento económico e como excelentes oportunidades de emprego para os jovens.

Rita Casimiro

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